sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O tempo voa mas a tristeza permanece

Ao ler, hoje, um post noutro blog fiquei com vontade de vos contar. Falava de alguém que, com muita mágoa, teve que recorrer à eutanásia para evitar que o sofrimento de um amigo de 4 patas continuasse...
A história da Nessy - uma pincher bebé - teve início ( e fim...) há alguns anos atrás. Vivíamos num apartamento acanhado mas, depois de tantas e tantas vezes ter pedido ao meu marido que me deixasse levar um cão para o nosso ninho, ele não acedeu. Decidiu ser ele a fazer-me a surpresa! Por coincidência - ou não - foi num dia dos namorados.
Lá apareceu ele para jantar, tarde e más horas e com um ar de quem não estava minimamente preocupado por estar a ouvir os meu "desabafos" menos agradáveis pela hora tardia. Trazia o casaco enrolado nos braços... Nunca me vou esquecer dos primeiros latidos que ouvi e daquele focinhito pequenino a espreitar com ar assustado por entre as mangas e os botões...
A Nessy tinha apenas um mês de vida, era uma menina muito activa e refilona, que adorava o dono acima de tudo.
Esta bebé começou a adoecer passadas duas semanas de estar connosco. Os veterinários opinavam que poderia ser a adaptação à nova rotina, à comida, ao que fosse... A verdade é que se veio a descobrir que a nossa pequenina tinha esgana, uma doença que, como sabem, afecta principalmente ninhadas e que leva à morte...Ela estava muito doente e, no espaço de dois dias o sistema nervoso estava atacado... E o nosso mundo começou a desmoronar-se.
Foi horrível o sofrimento por que ela passou e a nossa angústia indescritível...Foi aqui que tivemos que fazer a nossa opção: acabar com o sofrimento dela. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida e, quanto ao meu marido, acho que nunca o vi assim tão desesperado. Não conseguimos assistir, apenas a levamos ao vet e saímos para chorar no carro.
Ainda hoje a pequena Nessy vagueia nas nossas conversas, mas a consciência diz-nos que a decisão foi mesmo a acertada. Não havia nada mais a fazer para salvarmos aquela que foi a nossa primeira companheira canina.Por isso, nunca a esqueceremos.

4 comentários:

Arte e Criação disse...

Olá!

Chamo-me Daniela e gostava de apresentar o meu blog com peças feitas por mim.

www.art-and-creation.blogspot.com

Muito obrigada! =)

Carla disse...

É um sofrimento horrivel para quem tem que passar por esta decisão. Não há palavras que atenuem esta dor.
Fica a saudade....

Van Dog disse...

Custam sempre muito estas separaçôes...

Anónimo disse...

Olá

Eu também já passei pelo mesmo, e tal como tu dizes foi o momento mais dificil da minha vida. Mas ou era isso ou deixar o bichinho sofrer.

Felicidades para todos aí em casa
Nocas