terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dizem por aí que é Natal...

Dedico este poema a todos os animais errantes e a todas as pessoas que compreendem o verdadeiro espírito do Natal.

De patas geladas vagueio pelas ruas…
Vejo a alegria estampada nos rostos.
Passam por mim, dizem palavras cruas…
Abano a cauda mas recolho desgostos.
Não sei bem o que significa,
Mas dizem por aí que é Natal…
Há mais luzes nas ruas, nas montras.
Mas comigo, está tudo igual…
Vou passeando, visitando velhos amigos
Cheiro as flores geladas, no jardim.
Já me habituei aos zumbidos e ruídos
Que a cidade guarda para mim.

Mas hoje…
Uns olhos meigos aproximam-se, cautelosos
Mais meigas são as palavras que escuto…
Levanto-me e dirijo-me aos braços calorosos
Que se abrem, para mim, neste canto escuro.
Dizem-me que sou bonito, calmo e diferente.
Nunca tinha ouvido nada parecido…com tanto calor!
Que me vão levar para uma casinha quente
Onde nunca mais me faltará o amor.

Agora sim, sei bem o que é o Natal:
É o milagre da bondade, da amizade e da vida;
É recebermos sorrisos, amor e uma alegria tal!
Prendas sem preço, sem peso e sem medida!

Um Feliz Natal para todos! Sandra Manso